A Importância de “Morar Bem” no momento que estamos vivendo.

11 - março - 2021

Estamos em um período de maior isolamento social e de restrições impostas para convivermos em sociedade, o que acabou gerando novos hábitos nas pessoas que impactaram diretamente em seus lares.

A cozinha passou a ser o restaurante, a sala ou o quarto passou a ser o escritório e o playground passou a ser todo lugar da casa.

Esse novo olhar para os ambientes e a ressignificação do uso do espaço, acabou gerando uma necessidade de adaptação e transformação do lar e novos empreendimentos e mesmo da cidade como um todo, impactando diretamente na forma como as construtoras criam e concebem seus projetos e na maneira como seus clientes vivenciam e questionam a usabilidade e qualidade desde o micro até o macro espaço.

Os condomínios, por exemplo, estão sendo moldados de acordo com a necessidade da sociedade no tempo presente e futuro. E como tudo que é adaptável, os impactos do novo momento foram traduzidos para uma nova forma de viver em comunidade.

Pensando nisso, avaliamos algumas tendências que deverão ser consideradas pelo mercado imobiliário.

Os espaços de usos múltiplos, que permitam diversas atividades e convívio familiar, serão vistos como uma forma de praticidade no dia a dia.

A casa-escritório já era uma tendência, hoje esse processo é o mais impactante na vida das pessoas, que estão sendo “acostumadas” a fazer o trabalho em casa – home office.

Muito se fala da qualidade de vida e saúde daqueles que estão adaptando seus ambientes para poderem se adequar à essa nova rotina de trabalho.

A ausência de um sentimento de finalizar o horário comercial e começar o horário de lazer e descanso com a família, está afetando muito aqueles que não têm um espaço agradável e adequado para seu trabalho e também aqueles que moram em pequenos espaços nos grandes centros urbanos.

Outra tendência que já virou realidade é o comércio digital. Nunca se comprou tanto sem sair de casa, desde supermercado, açougue, padaria, hortifrúti. Comércios estão sendo forçados a prestar esse tipo de serviço para não fechar as portas.

Assim, começamos a avaliar como é importante morar onde as entregas acontecem com tranquilidade e segurança.

Investir na garantia da saúde e proteção física, com portarias funcionando 24 horas, e o controle total do acesso ao seu ambiente de moradia, passou a ser fundamental.

Um dos principais pontos que uma construtora deve fazer questão de priorizar é a necessidade de espaços abertos, naturais, que mantenha o cérebro em sintonia com o horário solar (melhora o sono a noite e a disposição e desempenho das atividades realizadas durante o dia) e funcione como um antibiótico natural.

Embora isso pareça óbvio, muitas pessoas passaram a notar que a maioria das moradias em grandes centros recebe sol ou mesmo claridade insuficiente ao longo do dia, e isso passou a ser um ponto muito importante com o uso da casa em período integral.

Ao longo deste novo período, nem precisamos comentar o quanto o verde ganha importância cada vez mais evidente nas residências e espaços comuns, promovendo sensação de aconchego e conexão com a natureza, ao ativar os sentidos humanos pela sua beleza, cor, aroma, frescor e a sensação única de pisar descalço no solo e ouvir o som das folhas ao vento e pássaros cantando, sentimentos que proporcionam bem-estar e melhoram a qualidade de vida.

Essa valorização do “viver em meio à natureza”, será ainda mais influente na hora de escolher um empreendimento para comprar um lote e construir uma casa. O espaço deve oferecer um local para as crianças brincarem, para a prática de yoga, para uma tarde refrescante e para o cultivo de uma horta (nada melhor do que verduras frescas e a qualquer hora!), que permita esta relação com a saúde e o bem estar de todos.

Ou seja, se dentro das casas temos alterações impactantes, nas áreas de uso coletivo, uma nova forma de pensar o espaço vai ser primordial para se adaptar ao novo mundo.

A estrutura do local de viver será pensada de forma a oferecer locais mais fluidos, flexíveis, amplos e com características que valorizem cada vez mais a qualidade e não a quantidade.

Todos esses itens que citamos anteriormente permitiram e realçaram a vontade de viver em condomínios fechados, longe dos grandes centros.

Uma pesquisa realizada pela The Harris Poll – empresa especializada em realizar pesquisas – mostra que quase 40% das pessoas que vivem na cidade, consideram se mudar para local com maior qualidade de vida (Fast Company, 2020).

Com a flexibilidade do home office e o conforto, isolamento e harmonia das novas casas, fica a cargo das empreendedoras fazer condomínios completos e de qualidade para proporcionar o contato com a natureza e praticidade do dia a dia, criando uma nova tendência de mercado e impulsionando até um certo efeito de êxodo urbano.

Por fim, precisamos avaliar estes impactos ao longo desta nova “normalidade” que se estabelece.

A incerteza com o período de distanciamento e o desenvolvimento da vacina, as novas ordens de restrições, as incertezas sobre os meios de contaminação e os efeitos em uma sociedade desprevenida, irão remodelar e impactar ainda mais o nosso cotidiano e a forma como vivemos os espaços.

O papel das construtoras será transformar essas mudanças e vencer os desafios, criando recursos e novos espaços para uma sociedade mais saudável e sustentável tanto para esta como para as próximas gerações.

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